A demanda por refrigeração está crescendo e representando um desafio para as empresas



A crescente demanda global por sistemas de refrigeração é uma realidade que exige atenção urgente das empresas, especialmente com a expectativa de que a capacidade instalada triplique até 2050. Esse aumento estará diretamente associado ao uso crescente de condicionadores de ar, ventiladores e outros sistemas de climatização, o que poderá elevar as emissões de CO₂ para 7,2 bilhões de toneladas.

Com o calor intenso, as redes elétricas já estão sobrecarregadas em diversos países, causando apagões e interrompendo serviços essenciais, o que representa um risco ainda maior para as populações mais vulneráveis. A situação é crítica porque, apesar do uso crescente de sistemas de refrigeração, o acesso a essas tecnologias continuará desigual, especialmente em regiões de baixa renda e climas mais quentes. A falta de refrigeração adequada impacta diretamente a saúde, a produtividade e a conservação de alimentos e vacinas, criando uma necessidade urgente de soluções alternativas.

Soluções passivas e de baixo consumo energético, como sombreamento, ventilação natural e superfícies refletoras, são destacadas como medidas eficazes para reduzir as emissões e aliviar a pressão sobre as redes elétricas. Essas alternativas ajudam a diminuir a temperatura interna dos edifícios e a necessidade de sistemas de refrigeração artificial, contribuindo também para a sustentabilidade.

Nesse contexto, o setor corporativo desempenha um papel fundamental na mitigação dos impactos climáticos. Empresas que operam grandes estruturas, como fábricas, escritórios, centros de logística e hospitais privados, são particularmente vulneráveis ​​aos efeitos do aumento da demanda por aquecimento e refrigeração e à instabilidade das redes elétricas. O desafio, portanto, não é apenas reagir a esses impactos, mas antecipá-los com medidas concretas, como a adoção de tecnologias mais eficientes e a implementação de adaptações que garantam maior resiliência.

Empresas que monitoram as tendências climáticas e investem em soluções mais sustentáveis ​​e adaptáveis ​​estarão mais bem preparadas para proteger seus funcionários, operações e comunidades. Ao adotar uma postura proativa, o setor corporativo pode contribuir não apenas para a redução das emissões, mas também para um futuro mais resiliente e sustentável, alinhando-se às demandas globais por inovação e responsabilidade ambiental.

Referências

https://www.terra.com.br/noticias/demanda-global-de-resfriamento-deve-triplicar-ate-2050,003877d8ca855f3d583935f7ce504265qe7d3818.html

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